DIA MUNDIAL DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL REFORÇA IMPORTÂNCIA DA CONSERVAÇÃO DAS MATAS CILIARES E DO SOLO
Em alusão ao Dia Mundial da Educação Ambiental, celebrado em 26 de janeiro, a Emater/RS-Ascar promove uma reflexão sobre a importância da preservação dos recursos naturais, especialmente da água e do solo, considerados insumos fundamentais para a agricultura, para a produção de alimentos e para a qualidade de vida da população.
Segundo o extensionista rural da Emater Ascar, Gabriel Ludwig Katz, a educação ambiental é um tema transversal e faz parte do trabalho diário da Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Aters) em todos os 497 municípios do Rio Grande do Sul. “A atuação da Emater busca promover práticas e reflexões voltadas à sustentabilidade, à qualidade e à disponibilidade da água, que é essencial tanto para o uso produtivo quanto para as necessidades básicas das famílias”, destaca.
Gabriel ainda chama atenção para a relevância das Áreas de Preservação Permanente (APPs), especialmente as matas ciliares, protegidas pelo Código Brasileiro de Proteção à Vegetação Nativa. “Essas áreas exercem um papel estratégico na proteção dos ecossistemas. Uma forma simples de entender sua função é compará-las aos nossos cílios: assim como eles protegem os olhos, as matas ciliares protegem os cursos d’água”, explica.
FILTROS NATURAIS
Entre as principais funções das matas ciliares está a proteção da qualidade da água. A vegetação conservada favorece a infiltração da água no solo, recarregando os lençóis subterrâneos e garantindo o abastecimento das nascentes. “Todo rio começa em uma nascente, e essa água vem do subsolo. Quando preservamos a vegetação e adotamos práticas conservacionistas de uso do solo, permitimos que a água infiltre, seja naturalmente filtrada e chegue mais limpa aos rios”, afirma.
Além disso, as matas ciliares atuam como depuradoras naturais, funcionando como filtros que reduzem a entrada de sedimentos, nutrientes e poluentes nos cursos d’água. Essa função é fundamental para evitar o assoreamento dos rios, processo que deixa os leitos mais rasos e aumenta o risco de enchentes. “Quando o rio está assoreado, ele transborda com mais facilidade. As enchentes severas registradas no Rio Grande do Sul nos últimos anos têm relação direta com a falta de proteção das margens e com o uso inadequado do solo”, alerta.
CONTROLE DA EROSÃO
Outro benefício importante das áreas florestais e das reservas legais é o controle da erosão. Solos bem manejados, com boa cobertura vegetal, mantêm seus nutrientes, reduzem perdas por escorrimento superficial e preservam a produtividade agrícola. “A conservação do solo é uma aliada direta da produção. Um solo saudável infiltra melhor a água, é mais fértil e contribui para a sustentabilidade das propriedades rurais”, reforça Gabriel.
ESTIAGEM E ENCHENTES
As matas ciliares também desempenham papel essencial na regulação do ciclo hidrológico, ajudando a manter a vazão dos rios ao longo do ano e reduzindo tanto períodos de estiagem quanto episódios de cheias. Em um cenário de mudanças climáticas, com intensificação de eventos extremos como secas prolongadas e enchentes, essa função se torna ainda mais estratégica. “Já não falamos mais de algo que vai acontecer no futuro. As emergências climáticas já estão acontecendo”, destaca.
CAPTURA DE CARBONO
Outro ponto ressaltado pelo extenisonista da Emater Ascar é a contribuição da vegetação nativa na mitigação das mudanças climáticas, por meio da captura de carbono da atmosfera, ajudando a reduzir os gases responsáveis pelo efeito estufa. Além disso, as florestas funcionam como corredores ecológicos, conectando áreas conservadas, favorecendo a biodiversidade e o equilíbrio dos ecossistemas.
REDUÇÃO DE INSETOS
Segundo Gabriel, ambientes equilibrados também contribuem para a redução de pragas e insetos transmissores de doenças. “Infestações, como a de borrachudos, por exemplo, geralmente são sinais de desequilíbrio ambiental. Quando o ambiente está conservado, os inimigos naturais desses insetos estão presentes, promovendo o controle biológico”, explica.
Para a Emater/RS-Ascar, a educação ambiental é uma ferramenta essencial de conscientização dos produtores rurais e da sociedade sobre a importância da conservação das APPs, do solo e da água. “Cuidar do meio ambiente é cuidar da base da produção, da saúde das famílias e da sustentabilidade das atividades econômicas no meio rural”, conclui Gabriel Ludwig Katz.
Foto: Divulgação Emater/RS-Ascar
Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar










