FENASOJA 2026: EMATER/RS-ASCAR E EMBRAPA APRESENTAM MODELO DE PASTOREIO ROTATIVO AO PÚBLICO DA FEIRA
A Emater/RS-Ascar apresenta ao público da Fenasoja 2026, em Santa Rosa, uma série de tecnologias e práticas voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar na Exporural, espaço instalado no Parque de Exposições Alfredo Leandro Carlson. Entre os temas está o pastoreio rotativo, sistema que é demonstrado aos visitantes por meio de uma estrutura montada no local em parceria com a Embrapa.
No espaço, é possível visualizar como funciona o manejo das pastagens de verão e inverno organizadas em piquetes, além de receber orientações técnicas de extensionistas rurais e pesquisadores das duas instituições, que permanecem à disposição do público até o próximo domingo (10/05). A proposta é mostrar, de forma didática, como o sistema pode ser aplicado no cotidiano das propriedades leiteiras.
De acordo com o assistente técnico regional da Emater/RS-Ascar, Jorge João Lunardi, o sistema de pastoreio rotativo consiste na divisão da área com o uso de cerca elétrica, permitindo o controle do acesso dos animais às pastagens. “Em média, se trabalha com cerca de 50 metros quadrados por vaca, onde elas passam diariamente de um piquete para outro, sempre no momento certo, conforme a altura da pastagem”, explica
Ele destaca que o modelo leva em conta o bem-estar animal, com oferta de sombra e água, fatores que impactam diretamente na produtividade. “É um sistema muito simples, já utilizado por milhares de agricultores na região, mas que exige manejo adequado para alcançar bons resultados”, ressalta.
A demonstração também busca reforçar a importância do planejamento forrageiro e do uso eficiente das pastagens, especialmente diante do peso da alimentação nos custos da atividade. “Mais de 60% do custo de produção do leite está relacionado à alimentação, e a pastagem é o que mais proporciona renda para a agricultura quando bem manejada”, afirma Lunardi.
Além dos aspectos técnicos, o extensionista chama atenção para desafios estruturais da bovinocultura de leite, especialmente no que se refere à sucessão rural. “Para permanecer na atividade, é fundamental que haja continuidade nas propriedades. O homem e a mulher precisam trabalhar juntos, e os filhos devem ser incentivados a permanecer no meio rural”, observa.
A atividade leiteira ocupa posição estratégica na economia regional. Conforme Lunardi, trata-se da segunda principal fonte de renda agropecuária no Noroeste do Rio Grande do Sul. “O leite, com 4.299 produtores, gera cerca de 1,5 bilhão de reais por ano”, contextualiza.
Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar na Fenasoja
Mateus de Oliveira










